Duarte Lima: MP nega qualquer negociação
Duarte Lima: MP nega qualquer negociação
EM CAUSA, A ATENUAÇÃO DA MEDIDA DE COAÇÃO
O Ministério Público negou ontem qualquer negociação com o arguido Duarte Lima, no âmbito do processo “Operação Monte Branco”, visando atenuar a sua medida de coação de prisão preventiva para prisão domiciliária. “Não existe qualquer fundamento nas notícias de uma negociação com o arguido Duarte Lima ou com os seus advogados, tendo em vista a alteração da medida de coação”, indicou o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) numa nota enviada à comunicação social.
No documento é ainda garantido que a investigação Monte Branco “não contou, de forma relevante, com elementos de prova vindos da investigação em curso contra o arguido Duarte Lima, que nunca foi ouvido no processo”. O departamento liderado pela procuradora Cândida Almeida refere que a alteração da medida de coação, de prisão preventiva para domiciliária com pulseira eletrónica, foi definida pelo Ministério Público tendo “como fundamento a diminuição do risco de perturbação na obtenção da prova”.
O DCIAP revela que Duarte Lima autorizou o acesso a contas bancárias no exterior e entregou dados relativos às mesmas e que propôs-se vender ativos que detém em Portugal, para “pagar dívidas geradas em Portugal, designadamente junto do BPN”.
No âmbito da investigação “Monte Branco”, iniciada em Junho de 2011 e teve como base factos identificados na investigação ao caso BPN e factos descobertos por via da prevenção ao branqueamento de capitais, foram identificados fluxos financeiros, desde 2006, já com utilização da conta BPN IFI que atingem cerca de 200 milhões de euros. Foram realizadas cinco detenções e há três arguidos em prisão preventiva e dois sujeitos a caução. Foram cumpridos mais de 30 mandados de busca e apreendidos cerca de 450 mil euros, adianta o DCIAP.
Diário de Notícias 2012-05-26










