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Papéis de Portas perdidos desde 2009

Papéis de Portas perdidos desde 2009

JANETE FRAZÃO    Há mais de três anos que o Ministério Público (MP) tem conhecimento do desaparecimento de documentos relativos à compra de dois submarinos por parte do Governo português, apesar de só agora o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, manifestar urgência em saber do paradeiro desses papéis.    Este desaparecimento é um facto conhecido desde 14 de Julho de 2009, data em que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) fez buscas no Forte de S. Julião da Barra, em Oeiras, tal como noticiou o Correio da Manhã em Abril de 2010.    Estas buscas resultaram na constatação de que no arquivo da maior fortificação marítima portuguesa, que serviu de residência a Paulo Portas, ministro da Defesa por altura da compra dos dois submersíveis, estavam várias prateleiras vazias.    No entanto, só agora Pinto Monteiro manifesta urgência em questionar o Ministério da Defesa sobre este desaparecimento, o que acontece na próxima semana, quando terminar as férias.    Já Paulo Portas, agora ministro dos Negócios Estrangeiros, desvalorizou ontem esta polémica, considerando que as notícias sobre este assunto “emergem quando convém e submergem quando deixa de interessar”. O responsável frisou, porém, estar “disponível para dar qualquer esclarecimento”, caso lhe seja pedido.    A compra do ‘Arpão’ e do ‘Tridente’ por parte do Estado português à Alemanha está a ser investigada desde 2006.

Correio da Manhã 2012-08-15