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Cada vez há mais pessoas a querer mudar de sexo

Cada vez há mais pessoas a querer mudar de sexo

TRANSEXUALIDADE Das 135 pessoas que mudaram de género este ano, 89 passaram a ser homens e 46 mulheres.

Entre os 16 e os 18 anos, foram 22 os jovens que formalizaram na conservatória aquilo que sempre sentiram: que tinham nascido com o sexo errado. Juntam- -se aos 11 que já no ano passado tinham aproveitado a lei que alargou aos transgéneros maiores de 16 anos a mudança de sexo. A nova legislação, dizem as associações, foi um grande avanço.

Em comparação com o ano passado, regista-se um aumento dos casos.- No ano

ido à conservatória mudar cidadão, de acordo com dados do Instituto de Registos e Notariado (IRN) enviados ao JN. De agosto a dezembro, foram mais 101. Este ano, até 12 de agosto, já foram 135.

Corria o mês de julho de 2018 quando as associações LGBTI grita¥am vitória nas galenas do Parlamento. A lei de autodeterminação de género e proteção das características sexuais tinha síflo fiem vigor a 8 de agosto e desxuais concretizaram a mudos aos 16 anos.

Os menores têm, contutorio médico a atestar que estão conscientes da decisão, “Nem tudo é ideal, mas me. E já fez muitos jovens felizes”, diz Manuela Ferreira, presidente da Amplos, que garante que “a mudança de nome é das coisas mais importantes, é serem reconhecidos por aquilo que Catarina Rego Moreira,. psicóloga que trabalha no para Juventude LGBTI da Casa Qui, explica que “rhuitos jovens estavam há muita a aguardar por isto”.

“Além dos 16 anos, a retirada do diagnóstico médico foi crucial. Permitiu a separação entre o âmbito clínico e legal, ao pedir um relatório que atesta capacidade de decisão e não uma disforia de género”, sustenta. Até porque, explica, há pessoas trans que não pretendem fazer cirurgia, querem só a transição social.

Desde a nova lei, não se têm sentido grandes problemas nas conservatórias.

Mas as associações já tiveram que intervir em alguns casos por haver desconhecimento e falta de preparação.

Manuela Ferreira critica, porém, o facto de a alteração .do cartão de cidadão e ser acompanhada pelos restantes serviços estatais.

“Devia ser automático.”

A lei previa ainda orientações para unidades de saúdee escolas. O guia para centros de saúde e hospitais foi lançado no mês passado. As associações LGBTI colaboraram com a Díreção-Geral da Saúde na elaboração. Até porque, segundo Catarina Moreira, “há uma necessidade de formação médica transversal”. Inclui recomendações aos profíssíonais, desde a não classificação da transexualidade como doença à rede de referenciação. -“Quando a pessoa chega ao médico de família, que é a primeira porta, é importante o médico ‘ saber para onde o pode encaminhar”, diz a responsável da Amplos, que pede a descentralização dos serviços. “Há exames e cirurgias, como a mastectomia, que podem ser feitos noutras unidades sem ser na de referência, em Coimbra.”

Falta o guia para estabelecimentos de ensino. Mas há escolas que Já permitem o’ nome com que se identificam, nos testes e pautas e o uso de casas de banho e balneários, O objetivo é uniformizai as medidas era todo o país.

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