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Exigida proteção para arrependidos

JUSTIÇA

Exigida proteção para arrependidos

ESTATUTO © PJ e Ministério Público pedem regime para fase de

MEIOS O Há poucos polícias e magistrados. Falta muito material básico
SÉRGIO A. VITORINO

Hipocrisia e cinismo.” Os adjetivos são de Luís Neves, diretor nacional da PJ, e foram ontem usados para criticar a falta de um ” novo regime do estatuto do arrependido”, que proteja quem colabora com as investigações. “Somos polícias e homens e custa ver milhares de arguidos que nos ajudaram serem prejudicados em julgamento. Muitas vezes são os únicos condenados”, lamelitou, num colóquio internacional promovido pela PJ e Ministério Público sobre crime e integridade no desporto.

Amadeu Guerra, procurador- -geral distrital de Lisboa, concordou: “É importante que, no âmbito do direito premiai, haja a possibilidade de, em fase de

inquérito, podermos dar garantias às pessoas que querem colaborar, no sentido de não relegar para a fase de julgamento essa questão. Sugiro que se aposte mais na suspensão provisória do processo”, explicou.

“O legislador tem de encontrar soluções que funcionem, não algumas como hoje estão previstas na lei, em que não se incentiva as pessoas a colaborar “, disse. Luís Neves acrescentou que “temos de nos deixar de cinismos e dizer ‘chega’, se queremos combater organizações criminosas que têm um avanço de tal forma grande que não é possível recuperar,o atraso”. Amadeu Guerra reconheceu como “complicada” a situação no Ministério Público, onde faltam magistrados e meios tecnológicos. “Em muitas situações, não há possibilidade de gravar interrogatórios com qualidade.

Nem há digitalizadores ou computadores de grande capacidade”, lamentou o procurador. • PORMENORES

35 denúncias no site

0 Ministério Público, na píata- forma online, recebeu este ano (até maio) 872 queixas, 35 delas sobre desporto. “32 foram anó- nimas”, destacou Amadeu Guer- ra. Em 2017foram 1943 denúncias (51 sobre desporto) e no ano passado 2480 (168).

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