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MP cerca negócios de Pinho com EDP

MP cerca negócios de Pinho com EDP

RETA FINAL Procuradores chamam vários banqueiros a testemunhar, como é o caso de Ricciardi e Paulo Macedo INVESTIGAÇÃO © Ministério Público aperta o cerco a Manuel Piiilao ê António

MIGUEL ALEXANDRE GANHÃO

Na reta final da investigação do processo EDP queem breve deve conhecer despacho de acusação osprocuradores apertam o cerco aos negócios do ex-ministro Manuel Pinho com a elétrica liderada por António Mexia. Esta semana serão ouvidos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) vários intervenientes diretos e indiretos no caso. Segundo apurou o CM, hoje deverá ser ouvido Paulo Macedo.

O ex-administrador do BCP e atual presidente da Caixa Geral de Depósitos deverá esclarecer os procuradores sobre a contratação de João Conceição, assessor de Manuel Pinho quando este era ministro e também arguido no processo EDP.

Outro dos elementos que deverá prestar testemunho esta semana será José Manuel Ricciardi. O primo de Ricardo Salgado será chamado para explicar quais eram as relações entre Salgado e Manuel Pinho. Também Manuel Fernando Espírito Santo, antigo presidente da Rioforte, será chamado ao DCIAP para ser confrontado com o f avorecimento que aquela empresa terá tido na atribuição dos PIN – Projetos de Po:encial Interesse Nacional, uma outra forma que a investigação descobriu de Manuel Pinho beneficiar a família Espírito Santo em troca do pagamento de uma avença mensal de 15 mil euros quando era ministro de José Sócrates. Por último, c ainda esta semana, será ouvido José Penedos.

O antigo presidente da REN – Rede Elétrica Nacional – que já foi condenado a três anos e três meses de prisão ef etiva, por crimes de corrupção e participação econórnica em negócio, no caso Eace Oculta» será confrontado com extensão dos prazos da concessão das barragens à EDP.

Na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas de eletricidade, em 2018, Penedos disse que o contrato de extensão da exploração das barragens dado por Pinho à EDP foi “contra o interesse nacional”.

Invocando muitas vezes a falta de memória sobre os factos, Penedos sempre disse que o preço proposto pela REN para a extensão do contrato de concessão foi de 1600 milhões de euros, mas que o governo aprovou o valor de 705 milhões de euros, baseado em vários pareceres de bancos de investimento. NOTÍCIA EXCLUSIVA DA EDIÇÃO EM PAPEL

IMP pede provas à Suíça para provar corrupção de Bava

Os procuradores da Operação Marquês pediram ao juiz Ivo Rosa para incluir no processo as declaraçõese provas que as autoridades suíças reuniram contra o ex-gestor da PT Zeinal Bava. O arguido da Operação Marquês, que está acusado de receber subornos do Grupo Espírito Santo, estará a ser investigado na Suíça por branqueamento de capitais. Em causa está a passagem, por uma conta naquele país, de parte das luvas de 25 milhões.

CASO | AGENDA REVELA REUNIÕES

Manuel Pinho e António Mexia, ambos arguidos no processo da EDP, ainda não foram interrogados. Quando isso acontecer, os procuradores deverão confrontá- -los com asipias reuniões que mantiveram com Ricardi Salgado, entre ‘2005 e 2009. A informação consta na agenda de Pinho.

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