21-12-2018 | Expresso OnLine

Link: A frágil situação dos serviços do Estado, como na Saúde, vem provar que a forma como foi feito o ajustamento nestes anos já não é sustentável. Costa teve o mérito de conseguir virar a página mas terá de reinventar o modelo. Quando vemos tanta coisa a cair, é difícil continuar a acreditar em vacas voadoras

Houve um tempo em que as vacas voavam. Tudo corria bem a António Costa: Portugal era o exemplo de que Bruxelas precisava e o Governo soube apanhar a onda. McNamara não faria melhor. Do défice à Eurovisão, da Nazaré e do turismo às agências de rating, o país conseguiu provar que era possível dar a volta. Mas, mais importante, Costa e Centeno mostraram aos radicais da escola de Chicago que o seu modelo económico assente na devolução de rendimentos e nos impostos indiretos daria frutos. O problema é que esse modelo começa a apresentar sinais de desgaste. Em alguns sectores já saímos do amarelo. Agora são os sinais vermelhos que piscam.

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Se a fábrica, outrora com mil “trabalhadores”, só comporta agora algumas dezenas de “colaboradores”, onde estão as outras centenas de pessoas que podiam estar ali? Estão no mal-estar difuso dos coletes amarelos

Não quero viver numa democracia em que o poder político controla a Justiça e por isso oponho-me à proposta de Rui Rio. Mas também não quero viver numa república de magistrados que se dediquem a lançar suspeitas genéricas sobre os eleitos, como fez António Ventinhas

Histórias breves sobre acontecimentos irrelevantes, condições atmosféricas e pessoas interrompidas: ficções de Bruno Vieira Amaral, para ler todas as quintas-feiras no Expresso Diário

O capitalismo costumava investir em fábricas e estruturas que empregavam pessoas; hoje investe em intangibilidades algorítmicas que deixam para trás as pessoas, essas relíquias arqueológicas

Aqueles que à esquerda esperam mais benevolência dos sindicatos quando chegam ao Governo estão apenas a abrir espaço para que os oportunistas ganhem a dianteira do movimento sindical e, com a sua irresponsabilidade, o destruam. O raciocínio tem de ser o de Roosevelt perante os sindicalistas que lhe faziam exigências: eu não posso fazer isso por vocês, mas vocês podem obrigar-me a fazê-lo