Realizou-se no passado fim-de-semana, em Barcelona, o último Conselho de Administração da MEDEL de 2014.

No decurso do mesmo, António Cluny pediu a renúncia do cargo de Presidente desta organização internacional, que vinha desempenhando há dois mandatos consecutivos, por considerar que as funções que agora exerce na EUROJUST são incompatíveis com essa presidência.
Tal escusa foi aceite pelo conselho, que sublinhou, de forma unânime, a importância do legado da presidência de António Cluny à frente dos destinos da MEDEL nos últimos três anos, a dinâmica que o mesmo imprimiu à sua actuação, e as novas fronteiras e desafios que oferecem à MEDEL, como a institucionalização e maior abrangência das auditorias da MEDEL aos sistemas de justiça dos vários países, a criação da «Universidade de Inverno» da MEDEL, cuja primeira edição ocorreu no início do corrente ano em Braga, Portugal, a criação do «Dia Europeu da Justiça», ou os contactos e a abertura em curso a associações de magistrados de países não integrantes do Conselho da Europa, mas pertencentes ao espaço mediterrânico, e que se espera que permitam, em breve, cimentar ainda mais os laços existentes entre todos os magistrados que comungam os ideais de fortalecimento da democracia e das liberdades.

O novo presidente da MEDEL, que terminará o mandato em curso, é Gualtiero Michelini, da associação Magistratura Democratica, de Itália, a quem o SMMP deseja as maiores felicidades no exercício cargo.

Foi ainda aprovada uma resolução sobre a expulsão dos magistrados portugueses de Timor Leste, ocorrida recentemente, que já mereceu o repúdio do SMMP, e está em anexo.

A Direcção do SMMP
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Resolução da MEDEL

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