SMMP - Sindicato dos Magistrados do Ministério Público ‘DER SPIEGEL’ SUSPEITA DE ANTÓNIO CLUNY

‘DER SPIEGEL’ SUSPEITA DE ANTÓNIO CLUNY

António Cluny, representante português na Unidade de Cooperação Judiciária da União Europeia (Eurojust), negou qualquer envolvimento com os casos denunciados pelo Football Leaks e com os processos da detenção do hacker Rui Pinto.

O ‘Der Spiegel’ avançou com a suspeita e diz que o filho do magistrado, João Lima Cluny, já enfrentou Rui Pinto num caso judicial em 2014.

A publicação alemã revelou ainda que João Lima Cluny é associado do escritório de advogados Morais Leitão, que representa figuras como Cristiano Ronaldo e José Mourinho em casos de justiça relacionados com o Football Leaks. António Cluny negou também o envolvimento do filho. •

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SMMP - Sindicato dos Magistrados do Ministério Público Bloco quer afastamento do juiz Neto de Moura

Bloco quer afastamento do juiz Neto de Moura

PUBLICAÇÃO Deputada Mariana Mortágua justifica que o magistrado é “uma ameaça à segurança

FRANCISCA GENÉSIO

O Bloco de Esquerda reprovou, nas redes sociais, a atuação do juiz do Tribunal da Relação do Porto, Neto de Moura, apelando ao ‘afastamento’ do magistrado, com a mensagem “este juiz não serve à Justiça”. A declaração surge numa imagem (ver fotografia), partilhada na página Esquerda.net.

“O juiz Neto de Moura é uma ameaça à segurança das mulheres”, escreveu Mariana Mortágua, deputada do BE na sua página pessoal do Facebook.

A bloquista argumenta que “a maior ameaça à segurança em Portugal é a violência doméstica, um crime tolerado, dos vizinhos ao juiz, mas que matou 500 mulheres nos últimos 15 anos, e 11 desde o início de 2019”,

Em causa está a atuação do magistrado: revogou a medida acessória – pulseira eletrónica aum homem que agrediu violentamente uma mulher, tendo-lhe perfurado o tímpano, ea redução do prazo de proibição de contacto com a vítima de três para um ano.

Já em 2017, o juiz esteve envolto em polémica, devido a um outro acórdão, em que minimizou um caso de violência doméstica pelo facto de a mulher agredida ter cometido adultério. O Conselho Superior da Magistratura decidiu aplicar-lhe a sanção de advertência registada. •

PORMENORES

Descarta responsabilidade

O Conselho da Magistratura diz não ter competência para interferir na última decisão jurisdicional do juiz desembargador.

BE explica publicação

Ao CM, o Bloco de Esquerda explicou que “respeita a separação de poderes e não cabe ao Parlamento qualquer decisão sobre o juiz Neto de Moura”, embora admita “preocupação”.

OLHAR CM POR OCTÁVIO RIBEIRO

O BLOCO E O JUIZ NETO DE MOURA

Neto de Moura precisa de ser escrutinado pela sociedade de quem é um podero soátomo de soberania. Neto de Moura tem decisões que violam obomsenso, osenso comum e, como tal, o juízo do cidadão médio. A noção de Justiça.

Nenhuma lei dita, por pior que seja concebida, que o misógino acórdão de Neto de Moura teria de retirar dois anos à proibição da besta se aproximar da sua vítima. Para que os retirou?

A comunidade judiciária nos órgãos próprios deve intervir.

Mas não o Bloco de Esquerda, em mais uma deriva populista com profunda ignorância de mocrática.

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