«Para além disso, criaram-se sindicatos de juízes e sindicatos do Ministério Público. Aí não tive qualquer responsabilidade. Sou partidário, claro, da existência de sindicatos fortes, livres, independentes dos partidos e intervenientes, em defesa dos interesses dos seus associados. Mas, no caso sob análise, trata-se de sindicatos do poder judicial, um órgão de soberania colectivo.0 que faz a sua diferença. Tanto que não há sindicatos dos agentes dos outros órgãos de soberania…

Contudo, enquanto defendem interesses profissionais (corporativos, para ser mais claro), tudo bem. Mas quando ultrapassam esse nível e entram na discussão politica partidária pura, isso, faz-me muita impressão. Como, aliás, os sindicatos da polícia, quando discutem questões que ultrapassam os seus interesses estritamente profissionais…»

Mário Soares em artigo de opinião no DN – edição de 15/12/2009