20-12-2018 | Expresso OnLine

Link: Não quero viver numa democracia em que o poder político controla a Justiça e por isso oponho-me à proposta de Rui Rio. Mas também não quero viver numa república de magistrados que se dediquem a lançar suspeitas genéricas sobre os eleitos, como fez António Ventinhas


Não estou convencido da bondade da proposta de entregar ao poder político, por via do Parlamento, Presidente da República e Governo, a nomeação da maioria dos membros do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). Não me parece que a nossa democracia tenha a maturidade para que esta proposta não tenha sérios perigos para a independência da investigação judicial. Paula Teixeira da Cruz tem razão quando recusa a comparação que Rui Rio faz entre o CSMP e o Conselho Superior da Magistratura (CSM). Os procuradores não têm a mesma autonomia funcional dos juízes. Há uma relação hierárquica.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI

( acesso gratuito : basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. Pode usar a app do Expresso – iOS e Android – para descarregar as edições para leitura offline)

O capitalismo costumava investir em fábricas e estruturas que empregavam pessoas; hoje investe em intangibilidades algorítmicas que deixam para trás as pessoas, essas relíquias arqueológicas

Aqueles que à esquerda esperam mais benevolência dos sindicatos quando chegam ao Governo estão apenas a abrir espaço para que os oportunistas ganhem a dianteira do movimento sindical e, com a sua irresponsabilidade, o destruam. O raciocínio tem de ser o de Roosevelt perante os sindicalistas que lhe faziam exigências: eu não posso fazer isso por vocês, mas vocês podem obrigar-me a fazê-lo

Já houve tantas experiências más com esta fúria contra privados que sinceramente não percebo como em sectores como a Saúde e a Educação ainda faz caminho

A única coisa que Freitas do Amaral diz com razão é que Portugal perdeu um grande banco. De facto perdeu porque Salgado andou durante anos a brincar com o dinheiro dos outros, enganou milhares de pessoas, fez pagamentos a amigos e colaboradores através de sacos azuis e é suspeito de ter pago milhões de euros a José Sócrates (primeiro ministro do Governo de que Freitas fez parte)